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Leopoldina, José Bonifácio e as independências



por Plínio Soares


Pra mim, a coisa mais forte em fazer esse espetáculo é a contemporaneidade!


Um das minhas falas, que faço o José Bonifácio, quando ele é questionado por publicar um jornal chamado O Tamoio: "Poderia haver referência maior à selvageria que tomou conta desse país? Perto dos homens que atuam na nossa política, os Tamoios são verdadeiros anjos de candura..." Isso 200 anos atrás!


Parece que eu tô falando nos dias de hoje!


Isso sem falar na Leopoldina.


Que personagem!


Uma mulher da sua dimensão, calada pelo limitado macho D.Pedro I, uma princesa que chegou ao Brasil aos 19 anos e morreu aos 29, com 8 gestações.

Percebe-se como evoluímos muito pouco?


Ela e Bonifácio sonharam um país, e deram suas vidas por isso!


Poderíamos ter sido um outro país hoje, mas a elite rica não permitiu, e continuamos assim, reféns da "força da grana que destroi coisas belas!!!!"





Leopoldina, Independência e Morte

O espetáculo “Leopoldina, Independência e Morte” recria três momentos da vida da arquiduquesa austríaca que viveu no Brasil no século XIX, entre 1817 e 1826: recém-chegada da Áustria, ela relata a uma interlocutora estrangeira suas primeiras impressões sobre o Brasil; num segundo momento, Leopoldina, agora imperatriz, e José Bonifácio, seu principal aliado, analisam o complexo processo de independência após um acerto de contas; e, por fim, num delírio que consumiu seus últimos dias, ela relaciona sua vida, sua época e os projetos em disputa naquele momento com os dias de hoje.


Espetáculo Teatral “Leopoldina, Independência e Morte”

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo Período: 07 de setembro a 16 de outubro Horário: 07/09, 17h e 08/09, 19h. De 09/09 a 16/10 – Sextas-feiras, 19h | Sábados e domingos, 17h